(In)segurança Lisboeta

TEMA MENSAL DE DEZEMBRO


Autor: Tânia Gomes, Colaboradora do Departamento Socialis do NESISCTE.


No âmbito da rubrica “Opinião Mensal”, o Socialis voltou ao campus do ISCTE desta vez com o objetivo de recolher opiniões de estudantes sobre o tema “Criminalidade”, mais precisamente, sobre “a sensação de segurança em Lisboa”.



Começamos por perguntar aos nossos inquiridos se se sentem confortáveis e seguros a andar pelas ruas de Lisboa. A maioria admitiu sentir que a cidade de Lisboa é segura, na sua generalidade, mas é importante referir que a opinião geral está dependente das suas experiências pessoais, tal como dos locais que frequentam, visto que para quem frequenta maioritariamente a área da Cidade Universitária, considera esta uma zona mais calma da cidade (Isidoro Vieira, Licenciatura em Sociologia). Acrescenta-se que diversos inquiridos, como Ana Leitão, estudante de Licenciatura em Psicologia, relataram nunca terem tido nenhuma situação que colocasse a sua segurança em risco, talvez por não viverem na cidade e passarem pouco tempo na mesma.


Apesar da cidade de Lisboa se poder considerar como uma capital segura comparando com outros países (Pedro Silva, Licenciatura em Sociologia), é notório que nunca existe uma sensação total de segurança, visto que a criminalidade existe em todo o lado numa maior ou menor escala (João Ferreira, Licenciatura em Sociologia). No caso específico de Lisboa é opinião recorrente que a sensação de segurança está relacionada com os locais que se frequenta. Como descreveu Tomás Mesquita, estudante do Mestrado em Estudos e Gestão da Cultura, em avenidas principais o sentimento de segurança é superior, enquanto em travessas ou até mesmo em pátios mais refundidos é menor, sobretudo pela pouca presença policial, acrescentando que, na sua opinião, em determinadas zonas, a criminalidade atingiu níveis inigualáveis.

Relativamente à sensação de segurança das mulheres, a realidade é que ainda predomina a insegurança quando têm de andar sozinhas, mesmo em transportes públicos (Bárbara Fevereiro, Mestrado em Estudos e Gestão da Cultura). E quanto às provocações que mesmo não passando disso e que podem ser consideradas como “nada de especial” (Joana Almeida, Licenciatura em Psicologia), ainda são casos recorrentes. Como nos descreveu Bárbara Fevereiro, as abordagens a nível sexual e de venda de droga estão normalizadas.


Assim, a ideia-chave no que toca à segurança dos indivíduos centra-se na precaução: por mais segura que seja Lisboa ou qualquer cidade, é necessário que haja alguns cuidados por parte das pessoas (Alexandre Casinha, Sociologia).


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